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DICAS DE SAÚDE
DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ E DIETA

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DICAS DE SAÚDE

BEBÊ
E DIETA PARA EMAGRECER

DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ
De Dra. Denise Varella Katz é medica pediatra, membro do Departamento de Pediatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e do Hospital Albert Einstein (SP).

- Na maternidade, cuidar do bebê parece mais fácil. Uma equipe especializada no berçário reconhece facilmente se chora de fome, de frio ou porque quer um pouco de aconchego. Quando vai para o quarto da mãe, está todo bonito e perfumado, vestindo a roupa nova providenciada com carinho para aqueles primeiros dias de vida. Uma enfermeira atenta responde perguntas, esclarece dúvidas, orienta os pais, o que ajuda a aplacar-lhes a ansiedade. Essa retaguarda que os profissionais da maternidade oferecem torna os dias mais calmos e permite que a família toda se encante com o recém-nascido e se entretenha com as visitas e os amigos que chegam para conhecê-lo.
No dia da alta, o pai põe as sacolas, os presentes, as malas e o que sobrou das lembrancinhas no carro, verifica mais uma vez se o bebê-conforto está bem instalado, e ajuda a mãe a acomodar a criança para a viagem de volta para casa.
Aí, começa a encrenca. A segurança desaparece diante do bebê que chora, não se sabe por quê. Será de fome, de frio ou de dor de barriga? Trocar as fraldas e dar banho também exige alguma prática e nem sempre o bebê consegue pegar o peito para mamar.
Aos poucos, felizmente, as coisas vão entrando nos eixos. O bebê cresce, aumenta de peso, reage aos estímulos, interage com as pessoas ao redor e os pais, ansiosos, querem saber se tais mudanças estão ocorrendo dentro da faixa de normalidade. Essa avaliação só pode ser feita pelo pediatra de acordo com os padrões variáveis do desenvolvimento infantil

AMAMENTAÇÃO

O que a Dra. Denise Katz Diz sobre o Choro do Bebe; até porque é única maneira que ele tem de se comunicar com os pais:

– Ao contrário dos outros animais, o bebê que acabou de nascer não é um ser completo, independente. Precisa de alguém que cuide dele, que entenda e atenda suas necessidades. Basta chegar em casa para que os pais se confrontem com pelo menos vinte perguntas que ninguém sabe responder. Embora as avós exerçam papel importante nesse momento porque já vivenciaram essa experiência, as mães acabam se deparando com situações que têm dificuldade para resolver e, em geral, ficam ansiosas.
O que a Dra. Denise Katz diz sobre a dificuldade da criança quando pequenina, de pegar o peito da mãe e o medo da mãe ao se preocupar se o bebê está se alimentando..

– Atualmente, nas maternidades, já existe a preocupação em treinar as mães para o aleitamento. Isso torna a tarefa um pouco mais fácil, mas não resolve completamente o problema.
A recomendação é que a criança seja colocada de frente para a mãe e não de lado, com a barriguinha encostada na barriga da mãe, porque essa posição facilita a embocadura do mamilo. Outro detalhe importante é que sua boca deve envolver completamente a aréola do seio, o que torna eficaz a sucção - um reflexo congênito do qual depende a vida do bebê - e impede que engula muito ar, pois isso pode provocar dor de barriga e fazer com que não mame o suficiente.
O que diz a Dra.Denise Katz como despertar o apetite do bebê– Como é um ser imaturo, o bebê tem os instintos muito desenvolvidos, tão desenvolvidos que fica difícil para nós, adultos, determinarmos quanto suas sensações são realmente instintivas. É certo, porém, que o cheiro da mãe exerce uma força muito grande sobre o bebê. Quando o sente, reconhece-o, sabe que a mãe está por perto. Com o pai é diferente: nos primeiros meses de vida, o instinto do bebê está muito mais ligado à mãe do que ao pai.

VISÃO E AUDIÇÃO
O que a diz a Dra. Denize Katz.
– Nas primeiras semanas de vida, a visão é pouco nítida: o bebê apenas enxerga vultos e algumas cores. É só depois dos seis meses que passa a enxergar com nitidez.
– Antes dos seis meses, sua visão é imatura, como são imaturas outras funções do organismo - a motora e a digestiva, por exemplo - que também ainda não se desenvolveram completamente. Essa é a razão de o bebê não estar pronto para sobreviver de forma independente.
– E importante saber que já nas primeiras semanas de vida, o bebê tem a capacidade de fixar o olhar e de, por exemplo, acompanhar o movimento da mãe que canta para ele. Se não o fizer, se não conseguir ficar com o olhar parado, deve passar por uma avaliação mais objetiva da função visual.

QUANTO A AUDIÇÃO

Denise Katz – Elas já nascem escutando bem, tanto é que se acalmam ouvindo música ou a voz da mãe. Por isso, ela deve conversar sempre com o bebê. Aliás, o conselho é que essa conversa tenha início antes mesmo de ele nascer.
- Existe muita polêmica quanto a possibilidade da criança escutar a voz da mãe ainda no ventre. No entanto; essa resposta é subjetiva. Embora não exista comprovação, é muito provável que o bebê já seja capaz de escutar dentro do ventre materno.

DESENVOLVIMENTO MOTOR

Veja o que a Dra. Denise Katz eXplica sobre o sistema nervoso central da criança quando ela ainda está estabelecendo conexões entre os neurônios no centro motor das visão, da audição, do alfato, etc. – Do ponto de vista anatômico, embora o cérebro esteja completamente formado quando a criança nasce, seu amadurecimento total só irá ocorrer nos primeiros anos de vida, quando a mielina, uma substância que reveste os neurônios e faz parte do desenvolvimento motor, estiver integralmente constituída.
Denise Katz – Exatamente. É a partir da mielinização do sistema nervoso central que a criança vai conseguir sentar, levantar, ficar em pé e andar.
Veja o que a Dra.Denise Katz coloca sobre a firmeza da cabeça do do bebê – Em torno de um mês e meio, dois meses de vida, os músculos do pescoço já têm competência para segurar a cabeça que, proporcionalmente ao corpo, é muito grande. Aliás, o bebê tem cabeça e tronco grandes e pernas curtas.

– Se depois dos três meses de idade, o bebê não consegue sustentar a cabeça com firmeza, é preocupante. Os pais devem estar atentos, mas o papel crítico de avaliação clínica dentro de uma escala variável de normalidade do desenvolvimento cabe ao pediatra fazer.

- O que a Dra. Denise Katz esclarece sobre a firmeza e apoio ao sentar- Em média, aos seis meses. Algumas sentam sem apoio com cinco meses; outras, com oito meses. Nos dois casos, porém, estão dentro da faixa de normalidade. O importante é que a partir desse momento, elas passam a ver o mundo sob outro prisma, verticalmente e não mais na horizontal, o que acelera seu desenvolvimento neurológico de maneira extraordinária.

O DESLANCHAMENTO E O ENGANTINHAR
– Por mais que se estimule o bebezinho deitado, o desenvolvimento neurológico deslancha quando a criança consegue sentar-se sem apoio.
– Aquelas que engatinham, o fazem em torno dos oito, dez meses. Porém, não é todo bebê que passa por essa fase do processo de amadurecimento motor. Alguns sentam, não engatinham, ficam em pé e começam a andar. É absolutamente normal que ajam assim.

SORRISO E SONO

Denise Katz
– Aos dois meses, dois meses e meio, o sorriso passa a ser uma forma de contato social, de interação com os pais. Nas primeiras semanas de vida, o bebê sorri, e muito, mas esse sorriso nada mais é do que o reflexo de uma contratura involuntária dos músculos da face.

– Os bebês dormem muito. Quando chegam da maternidade, sua vida resume-se em comer e dormir. Eles chegam a dormir em torno de 18 horas por dia, divididas em períodos mais curtos: mamam a cada três horas e, nos intervalos, dormem. Há até um ditado popular segundo o qual dormir faz parte do processo de crescimento.
Depois dos três, quatro meses - isso varia muito de um bebê para outro e depende do ambiente em que vive – ele passa a dormir menos e a concentrar o período de sono à noite. A partir dos dois meses, alguns são capazes de dormir oito horas seguidas à noite sem acordar para mamar.

O CHORO
Denise Katz – Depois da segunda semana de vida, é muito comum o bebê chorar porque tem cólicas, um sintoma sem causa definida (até hoje, ninguém conseguiu provar que sejam provocadas pelo acúmulo de gases no intestino). Geralmente, as crises ocorrem com mais freqüência no fim da tarde e são acompanhadas de um choro irritado que dura meia hora, uma hora. A recomendação, nesses casos, é acalmar o bebê e aplicar calor local. Às vezes, dar uma volta de carrinho ajuda, e a criança pára de chorar.
- E Se o bebê chora muito nas duas primeiras semanas de vida, o primeiro cuidado é verificar se não está com fome, pois a amamentação pode estar sendo inadequada ou insuficiente.




DIETAS PARA EMAGRECER

Dr. Alfredo Halpern é médico endocrinologista, professor da Faculdade de Medicina da USP. Publicou pela Editora Record os livros “Pontos para o gordo“e, em co-autoria com Claudir Franciatto, “Desta vez eu emagreço!” e “Magro para sempre!”.

O cérebro humano foi moldado numa época de extrema penúria. Ao longo de toda a história da evolução, a humanidade nunca obteve alimentos com facilidade. Para consegui-los, havia que correr atrás deles e gastar muita energia. Depois, diante da presa abatida, era preciso comer o máximo possível para acumular reservas e enfrentar os períodos de jejum que se seguiriam.
Hoje, os tempos são outros. Para parte expressiva da humanidade, são tempos de fartura e comodidade. Alimentos de alto valor energético e grande conteúdo calórico estão aí, em abundância, e podem ser conseguidos com mínimo esforço.
Pegar um indivíduo criado em época de penúria e colocá-lo diante da geladeira cheia, do disque-pizza, da churrascaria rodízio, de sanduíches transbordando recheios, é expô-lo a uma tentação que não está preparado para resistir. Por isso, a obesidade está se transformando numa doença que acomete homens, mulheres e crianças, um verdadeiro problema de saúde pública


RESISTÊNCIA AO APELO DA FOME
É o primeiro ato

Halpern – Se não comer, a pessoa morre, o que na maioria das vezes não acontece se ela sentir dor. Esse é o grande problema. Comparar, por exemplo, comer com fumar é outro erro. Não existe necessidade biológica para fumar, mas para comer existe. Se a pessoa consegue deixar de fumar, sua vida melhora muito. Se pára de comer, definha e morre. A alimentação é indispensável para sobrevivência do indivíduo.
Além disso, estamos cada vez mais aparelhados para engordar não só pela fartura de comida como pela fartura de conforto. Hoje, tudo tende a economizar o gasto de energia. Os carros têm direção hidráulica, são hidramáticos e os vidros sobem e descem com um simples apertar de botões. Já foi calculado, por exemplo, que uma única extensão telefônica numa residência representa um ganho de peso de 1,1 kg por ano. Antigamente, só existia um aparelho telefônico em cada casa. Alguém chamava – fulano, telefone para você - e a pessoa tinha que se movimentar até o lugar onde estava o telefone. Andava, subia ou descia escadas, atendia o chamado e percorria o caminho de volta.
Agora o celular está ao alcance da mão. Não é preciso dar um passo para atendê-lo. Se não houver uma profunda reformulação no estilo de vida, todo o mundo vai ser gordo em poucos anos.


QUOTA PESSOAL DE PONTOS – Calorias

– Estabelecer esse dado é complicado e depende do peso, altura, sexo, atividade física e de quantos quilos a pessoa quer perder. A regra básica é que homens devem comer mais ou menos 30 calorias por quilo de peso. Se pesam 80kg, portanto, devem ingerir 2.400 calorias. Saber isso não adianta praticamente nada se a pessoa não souber quantas calorias cada alimento contém.
A imprensa vira-e-mexe pergunta: “Dr., o que a pessoa precisa fazer quando quer emagrecer?” E eu sempre respondo: Olhe, se fosse fácil, o Brasil inteiro seria um país de gente magra.
É difícil encontrar uma pessoa que não saiba que alimentos ricos em gordura e açúcar ajudam a engordar. No entanto, é preciso aprender a enfrentar esse inimigo para vencer a batalha, porque em algum momento ele vai aparecer na nossa frente.

– Existe um estudo mostrando que o consumo de alimentos light e diet corre paralelo ao ganho de peso dos indivíduos. Claro que se trata de um viés na análise. O fato é que quem se preocupa com excesso de peso, isto é, 80% a 90% da humanidade, tende a escolher esse tipo de alimentos o que não quer dizer, porém, que possa comê-los ou bebê-los à vontade. Nada tenho contra eles, mas alguma coisa está errada. A oferta de produtos novos que se encaixam nessa categoria aumenta a cada dia, embora os casos de obesidade estejam crescendo assustadoramente.
Como médico, às vezes, me sinto frustrado. Há anos vou aos meios de comunicação, explico o que está acontecendo e alerto a população sobre os riscos dessa doença que é a obesidade. No entanto, me parece que as pessoas recebem uma informação diferente daquela que os médicos tentam transmitir.
Os laboratórios Roche e Abott, interessados no assunto porque produzem medicamentos para controle da obesidade, fizeram uma pesquisa para saber o que as pessoas pensavam a respeito do excesso de peso e por que queriam emagrecer. Descobriram que o motivo primordial não é a saúde. É a auto-estima. Elas querem sentir-se bem. Não pensam que podem morrer por causa da obesidade. Acham que isso não vai acontecer com nenhuma delas. Algumas chegam às minhas mãos em péssimas condições. Olho para elas e tenho a impressão de que não vão viver um ano. Estão com diabetes, pressão alta, colesterol elevado, respiram mal. Quando lhes pergunto como se sentem, invariavelmente respondem: “estou bem, doutor”. Não tenho dúvida, porém, de que se conseguirem emagrecer, o quadro clínico melhorará muito e sua qualidade de vida também.

– A preocupação com o emagrecimento pode levar a neurose. Em geral, o que as pessoas buscam é um peso inatingível. Existem pesquisas, e minha experiência não é outra, mostrando que as pessoas estabelecem como meta a atingir um peso impossível. Vamos citar um exemplo. O indivíduo pesava 100kg, emagreceu, chegou aos 80kg, mas quer pesar 65kg. Não está satisfeito apesar de ter perdido 20% do peso, o que lhe trará benefício enorme segundo todos os estudos a respeito do assunto. Se mantiver esse novo peso para sempre, seu caso foi um sucesso, mas ele se sente fracassado porque não conseguiu pesar o que havia previamente imaginado.


ESTRESSE TAMBÉM ENGORDA

Helpern – É uma pena, mas isso acontece. Eu, por exemplo, comia mais antes do que agora e venho engordando. Sabe por quê? Porque à medida que o tempo passa, gastamos menos calorias e, infelizmente, nosso organismo vai transformando músculo em gordura. Além disso, a cada dia surgem mais evidências de que o estresse é um fator engordativo. A elevação dos níveis de cortisol está diretamente ligada à carga de estresse e ao aumento de peso.

– As duas coisas. As pessoas pensam que estresse engorda porque elas comem mais. Não é só por isso. Estresse engorda porque provoca alterações metabólicas. Infelizmente, nossa geração e as que estão vindo depois de nós têm que aprender a lutar contra mais essa força engordativa que o estresse representa.